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Actualidade

40º Dia Mundial das Comunicações Sociais

 

 

Os Media: rede de comunicação,

comunhão e cooperação

 

Nesta sua primeira Mensagem

para o Dia Mundial das Comunicações Sociais,

a celebrar no próximo dia 28 de Maio,

Festa da Ascensão do Senhor, Bento XVI propôs uma reflexão

“acerca do conceito de que os media se podem configurar

como uma rede capaz de facilitar

a comunicação, a comunhão e a cooperação”.

 

 

O Papa abre e fecha o seu texto com referências ao capítulo 2 da Carta de São Paulo aos Efésios.

 

:: No início, evoca o modo como o Apóstolo «descreve detalhadamente a nossa vocação humana para “participar na natureza divina” (ver DV, 21): através de Cristo, podemos apresentar-nos ao Pai num só Espírito; assim, já não somos estrangeiros nem hóspedes, mas concidadãos dos santos e familiares de Deus, tornando-nos templo santo e habitação de Deus (ver Ef 2,18-22).» (nº 1)

 

:: E a concluir, recorda «as encorajadoras palavras de São Paulo: “Cristo é a nossa paz. Aquele que de dois fez um só povo” (Ef 2,14)», para exortar: «Derrubemos o muro de hostilidades que nos divide e construamos a comunhão de amor, segundo os projectos do Criador, revelados através do seu Filho!» (nº 4)

 

:: Pelo meio, evoca o documento “Inter mirifica”, do Vaticano II, e realça a importância de três aspectos, considerados por João Paulo II «indispensáveis para um serviço destinado ao bem comum: formação, participação e promoção do diálogo». O Santo Padre exprime «a certeza de que sérios esforços para promover estes três aspectos desenvolverão nos mass media a sua vocação de redes de comunicação, de comunhão e de cooperação, ajudando homens, mulheres e crianças a tornar-se mais conscientes da dignidade da pessoa humana, mais responsáveis e mais abertos aos outros, sobretudo aos membros da sociedade mais necessitados e mais débeis.»

 

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MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

“grande mesa-redonda”

para o diálogo da humanidade

 

 

Os diversos instrumentos da comunicação social facilitam o intercâmbio de informações e de ideias, contribuindo para a compreensão recíproca entre os diversos grupos, mas ao mesmo tempo podem ser contaminados pela ambiguidade. Os meios de comunicação social são uma “grande mesa redonda” para o diálogo da humanidade, mas algumas atitudes no seu interior podem gerar uma monocultura que ofusca o génio criativo, reduz a subtileza de um pensamento complexo e desvaloriza as peculiaridades das práticas culturais e a individualidade do credo religioso. Estas degenerações verificam-se quando a indústria dos media se torna fim em si mesma, tendo unicamente por finalidade o lucro, perdendo de vista o sentido de responsabilidade no serviço ao bem comum.

 

Por conseguinte, é necessário garantir uma cuidadosa crónica dos acontecimentos, uma explicação satisfatória dos assuntos de interesse público, uma apresentação honesta dos diversos pontos de vista. A necessidade de defender e encorajar o matrimónio e a vida da família é particularmente importante, sobretudo porque se faz referência ao fundamento de todas as culturas e sociedades (Vaticano II, Apostolicam Actuositatem, 11).

 

Em colaboração com os pais, os meios de comunicação social e as indústrias do espectáculo podem servir de apoio na difícil mas nobre e satisfatória vocação de educar as crianças, apresentando modelos edificantes de vida humana e de amor (ver Vaticano II, Inter mirifica, 11). Quando se verifica o contrário, todos nós nos sentimos desencorajados e aviltados. O nosso coração sofre sobretudo quando os nossos jovens são subjugados por expressões de amor degradantes ou falsas, que ridicularizam a dignidade doada por Deus a cada pessoa humana e ameaçam os interesses da família.» (nº 3 da Mensagem).

 

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DeSTaQUeS

 

 

Em certos aspectos, OS PROGRESSOS TECNOLÓGICOS dos meios de comunicação venceram o tempo e o espaço, permitindo a comunicação imediata e directa também entre pessoas divididas por enormes distâncias. Este desenvolvimento supõe uma grande oportunidade para servir o bem comum e «constitui um património que deve ser salvaguardado e promovido».

Mas, como bem sabemos, o nosso mundo está longe de ser perfeito e verificamos diariamente que a rapidez da comunicação nem sempre consegue criar um espírito de colaboração e de comunhão no âmbito da sociedade. (nº 2).

 

Os QUE TRABALHAM NOS MEDIA devem estar determinados a não se deixarem subjugar pela grande quantidade de informações e não devem contentar-se com verdades parciais ou transitórias. De facto, é preciso procurar difundir as verdades fundamentais e o significado profundo da existência humana, pessoal e social. Desta forma, os meios de comunicação podem contribuir construtivamente para a difusão de tudo o que é bom e verdadeiro. (nº 2)

 

 

Frei Lopes Morgado 

 

 
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