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XXX Semana Bíblica Nacional

 

 

«O Senhor está neste lugar

e eu não o sabia!» (Gn 28,16)

 

Talvez estejamos demasiado habituados a circunscrever Deus a lugares, religiões, credos, doutrinas e cultos.

E julgamos tê-lo sob controlo ou às nossas ordens.

Por isso, esta Semana Bíblica

poderá ter sido fonte de surpresa para alguns…

O templo é importante, mas sobretudo para aprendermos

a encontrar Deus onde geralmente não O procuramos: na vida, na criação, na própria consciência. Porque o nosso Deus não é um ídolo fixo num santuário, nem o nosso culto se deve limitar aos

ritos oficiais e exteriores,

ou aos convencionalmente ditos “lugares sagrados”

ou “casas de Deus”.

 

 

Também havia quem pensasse que o tema do “Santuário” não tinha interesse, hoje, parTenda da Palavraa merecer honras de uma Semana Bíblica Nacional. O frei Acílio Mendes deixou-o claro, logo na Conferência de Abertura, através de uma citação de Vittorio Messori: «No Ocidente, o incremento das peregrinações é o único índice de sinal positivo numa Igreja onde tudo diminui, desde a participação nos sacramentos até às vocações. A devoção mariana é actualmente talvez o maior recurso pastoral.»

 

E o frei Herculano Alves foi mais longe, ao mergulhar no Antigo Testamento: «Podemos dizer que o Templo é o coração do povo da Bíblia, tal como a Torah, a Escritura. Estes eram os dois tesouros do povo de Deus, aliás intimamente associados um ao outro. Por isso, praticamente o Templo foi sempre o único grande monumento de Israel, pois, na concepção do Médio Oriente Antigo, é sempre uma morada de Deus entre os homens, a Casa de Deus no meio do seu povo. Por isso se torna o centro das atenções, o que se manifesta nos hinos, nas peregrinações, etc. (Salmos de peregrinação: 120-134). Numa palavra, é à volta da Arca e do Templo em Jerusalém que se irá organizar toda a história sagrada de Israel, desde o Êxodo até ao fim da monarquia.»

 

Mesmo nas cidades e sociedades modernas, os templos continuam no centro da arquitectura e da vida, embora numa diversidade de maior de estilos e de cultos e sujeitos ao desafio das grandes superfícies e das novas “catedrais” dos estádios...

 

 

Tema central na Bíblia e na vida

 

O frei Morgado desdobrou o cenário da História da Salvação, do Génesis ao Apocalipse, percorrido pelos santuários a par com a Aliança; o frei HeVista geral da assembleia que participou na Semana Bíblicarculano pormenorizou, de modo especial, o tema no Antigo Testamento; e D. António Couto, bispo auxiliar de Braga, no Novo Testamento. O padre José da Silva Lima, da Universidade Católica de Braga, historiou a passagem do Templo para os templos, nos primeiros quatro séculos da Igreja; e o beneditino frei Geraldo Coelho Dias falou da Arte e da Liturgia dos nossos templos, enquanto mediação para o encontro com a beleza de Deus.

 

Paralelamente, o tema foi descendo da Bíblia, da História e da Liturgia para a vida. O frei Morgado disse que o corpo de Cristo é o verdadeiro santuário de Deus; o cristão do cristão, templo do Espírito Santo, e a comunidade cristã, templo-corpo de Cristo. D. Gilberto Canavarro, bispo de Setúbal, desenvolveu este último aspecto no encerramento da Semana, falando das Comunidades cristãs/ Igreja enquanto templos do Espírito Santo; e de caminho, a Irmã Julieta Dias Mendes, religiosa do Coração de Maria, já tinha falado de Maria de Nazaré, a Discípula, Templo do Espírito Santo.

 

 

Evangelização nos Santuários

 

Do subtítulo da Semana (os Santuários enquanto lugares de Evangelização), falou especialmente D. Antonino Dias, bispo auxiliar de Braga, no primeiro dia à tarde. Convidou a descobrir as valências simbólicas do Santuário; a denunciar os deuses e anunciar Deus; a acolher, interpelar e desafiar no “tempo do Santuário” para o “tempo da estrada”, o “tempo da missão” e o “tempo do serviço”. E focou, a concluir, a peregrinação com objectivos evangelizadores, dizendo que «o Santuário exige dedicação e competência».

 

Dedicação e competência foi o que mostraram, em mesa-redonda, três sacerdotes ligados à animação espiritual ou à gestão de Santuários: o padre Mário Tavares de Oliveira, reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, o mons. Eduardo Melo Peixoto, presidente da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro e da Irmandade de São Bento da Porta Aberta, e mons. Luciano Guerra, reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Situando a origem de cada um destes Santuários, caracterizaram muito bem a evangelização e as preocupações pastorais que neles se desenvolvem.

 

 

Oração e Convívio

 

Momentos importantes da Semana foram os tempos de oração: a Hora de Laudes, a abrir o dia; e, a encerrá-lo, a celebração da Eucaristia, que este ano contou com as presidências de D. Antonino Dias, frei Geraldo Coelho Dias, Mons Luciano Guerra, frei Luís Gonçalves e D. Gilberto Canavarro. Tudo apoiado por uma eficaz Equipa de Liturgia, com frei António Martins, e coordenado por  frei Manuel Arantes, Secretário Nacional do Movimento de Dinamização Bíblica. Também o Convívio, na última noite, foi uma síntese bem-humorada desta Semana.

 

No horizonte da próxima Semana perfila-se a figura do Apóstolo Paulo, a pretexto do “Ano Paulino” que tem início a 29 de Junho de 2008. Diga-se, entretanto, que esta Semana teve como pretexto inspirador os 90 anos das Aparições em Fátima, tal como já tinha acontecido com a do ano passado, sobre a Misericórdia. Caminha-se, deste modo, numa desejável pastoral de conjunto para a Evangelização do país, a partir dos Santuários.

 

 

 

frei Lopes Morgado

(texto e fotos)

 

 
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