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Temor de superiora capuchinha pela situação na Venezuela

 

«A situação do país está se complicando cada vez mais. Estou não só preocupada, confesso que tenho medo (ainda que me ressoe constantemente o ‘Eu estou com vocês’ e quero ser-lhes fiel)».

 

Assim descreveu a Irmã Arelys Martínez, superiora provincial das Terciárias CaViolência na Venezuelapuchinhas da Sagrada Família, a situação institucional na Venezuela, onde a sede da cúria dessa congregação foi vítima de «atropelos».

 

A religiosa contou que durante uma marcha de estudantes que se opõem à reforma constitucional de Hugo Chávez, atrás da casa provincial, um «grupo de policiais violentos atropelaram pessoas, roubaram tudo o que podiam e chegaram até nossa casa, entraram, no corredor que fica na entrada, pela porta de ferro».

 

«A explosão quebrou os vidros, encheu a casa de odor de pólvora, eles nos insultaram de todas as formas que tiveram vontade, foi horrível, vi ódio nessas pessoas», reconheceu a Irmã Arelys.

 

A religiosa relatou que «desde os edifícios, as pessoas lhes gritava, que não nos fizessem dano, e eles lhe responderam com palavrões, jogaram pedras, paus, tudo que carregavam», e considerou que é «de verdade impressionante ver como eles respondem ao que o próprio Chávez lhes diz que façam».

 

«Chamamos a polícia, vieram e nos disseram que essa era gente mandada pelo governo e que eles podiam fazer nada. Também comunicamos ao cardeal, ele me disse que tinham ido para a casa da Conferência hoje e haviam prendido um boneco que o representava. Também que na madrugada haviam entrado em uma Igreja em Antímano e a profanaram. Vamos pela rua e nos perseguem, insultam, hostilizam. Este é um ambiente muito tenso, doloroso», prosseguiu com seu relato.

 

Por último, a Irmã Arelys reclamou: «Ajudem-nos com a oração, para que sejamos testemunhas dos valores do Reino».

 

A nota da religiosa foi difundida pela Irmã Marcela Melgarejo Ibarra, residente em uma casa de Río Tercero, Córdoba, com o objetivo de que «nossa oração alcance do Senhor para nossos irmãos e irmãs venezuelanos o inapreciável dom da paz e para que a América toda tome consciência desta dura realidade que atinge nosso país irmão».

 

 

http://www.aica.org/index.php?module=displaystory&story_id=10254&format=html&fech=2007-11-29

Tradução: http://www.zenit.org/article-16905?l=portuguese

 

 
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