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Laleia, sede da Embaixada Portuguesa

 

É verdade! Desde a noite do Sábado até à noite do Domingo, dia 18 e 19 de Abril, o convento de Nossa Senhora do Rosário de Laleia foi a “sede” (não oficial) da Embaixada Portuguesa, recebendo a visita do Embaixador, Sr. Luís Barreira de Sousa, acompanhado do seu segurança e do seu condutor.

 

As futuras instalações da Embaixada Portuguesa já têm o seu local devidamente fixado em Díli, junto do Palácio do Governo. Mas com este Embaixador, a sede da Embaixada promete ser bastante itinerante, pelo menos aos fins-de-semana.

 

De facto, esta foi a terceira visita do Embaixador. Antes já tinha parado em Laleia duas vezes para uma visita rápida ao(s) missionário(s), candidatos e à igreja que – diz ele – é a mais bonita das que ele já viu em Timor-Leste. Sabemos também que ele tem multiplicado estas visitas aos portugueses espalhados pelos mais diversos lugares de Timor-Leste, em particular os religiosos e as religiosas, como já aconteceu também com os irmãos Capuchinhos de Tibar.

 

Esta presença mais demorada em Laleia deve-se à sua vontade de acompanhar o frei Fernando na visita mensal às pequenas comunidades cristãs mais longe dos lugares habituais de celebração dominical: Hatukarau, Ra’e-Bu’u e Turiaha. Para chegar a estes lugares ainda não há estrada nem caminho. Para Hatukarau, consegue-se chegar não perdendo de vista os carreiros que sobem e descem a montanha. Para Ra’e-Bu’u e Turiaha, há apenas que seguir o largo “caminho” aberto pela água das ribeiras, saltitando por entre as pedras e, aqui e ali, molhando os pés (às vezes até à cintura) na água que ainda vai correndo ou que fica empoçada nos lugares mais cavados.

 

Para começar bem, o Sr. Embaixador dispunha-se a caminhar até Ra’e-Bu’u. Deixando o carro em Kairui, é preciso caminhar cerca de três horas ao longo da ribeira, para chegar lá. Outras tantas para voltar. Preparado para esta maratona, saiu bem cedo de Dili. Mas o carro foi calcorreando a estrada de curvas e contracurvas, subidas e descidas, passou por Laleia sem se aperceber que era aí o destino, e seguiu sempre em frente. Chegado a Baucau, viu que Laleia já estava para trás. A caminhada até Ra’e-Bu’u também. Um telefonema para o frei Fernando, pôs termo à espera, avançando com o catequista de Laleia e, em Kairui, com outros cristãos. Em Ra’e-Bu’u, os cristãos, em número maior que o costume, esperavam o Embaixador, mas facilmente se conformaram com o imprevisto, prosseguindo o programa habitual da celebração da Eucaristia.

 

Na noite de Sábado, como ficou combinado pelo telefone, voltou a Laleia, desta vez sem enganos. Era hora de jantar.

 

No Domingo de manhã, o Sr.Embaixador participou na Eucaristia em Laleia e acompanhou o frei Fernando na visita a alguns doentes e idosos que, impossibilitados de se deslocarem à igreja, receberam a Comunhão nas próprias casas. De tarde, quis também deslocar-se a Samalai e a Kairui, acompanhando o frei Fernando na celebração da Eucaristia naqueles lugares da Paróquia. O jantar foi ainda em Laleia.

 

Antes do regresso a Díli, o Embaixador revelou um dos objectivos principais destas suas visitas: reforçar o projecto da Cooperação Portuguesa, nomeadamente da Língua Portuguesa, em Timor-Leste, envolvendo mais os religiosos e religiosas de expressão portuguesa. Mesmo assim, mais que a visita do Embaixador, foi a visita dum cristão consciente e comprometido (de Missa diária!), que vive a diplomacia não como carreira profissional, mas como vocação de serviço dedicado. Para além disso, como ele mesmo disse, aprecia muito o trabalho dos missionários e, particularmente, dos Franciscanos.

 

 

 

Frei Fernando Alberto,

Missionário em Laleia (Timor-Leste)

 

09.05.2009

 

 
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