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XV Capítulo Provincial

Diário do Capítulo

 

 

UM DIA CHEIO E VARIADO
 

 

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No primeiro tempo da manhã, tivemos connosco frei Miguel Anxo (na foto), um Irmão Capuchinho Galego, da Província de CaFrei Miguel Anxostela (Espanha), professor na Universidade Pontifícia de Salamanca, membro da Comissão Internacional de peritos para a revisão das Constituições da nossa Ordem. As "Constituições" são o texto fundamental que interpretam e actualizam para nós a Regra escrita por São Francisco para a Ordem dos Frades Menores em 1223. Desde 1536 até 1921, o texto permaneceu quase inalterado. Posteriormente, a clericalização marcada pelo novo Código de Direito Canónico (cânon 587,2) e a necessidade de integrar novos valores do Concílio Vaticano II levaram a introduzir algumas alterações substanciais. O texto actual, cuidadosamente revisto no Capítulo Geral de 1982, foi aprovado pela Santa Sé no Natal de 1986.

 

Entretanto, para evitar mais revisões periódicas, pôs-se a hipótese de separar o conteúdo doutrinal do jurídico, criando dois textos: as Constituições e os Estatutos, respectivamente. No Capítulo Geral de 2006, foi apresentado um projecto nesse sentido mas elaborado apenas por uma Comissão de cinquenta pessoas, quando a nossa Ordem tem uns onze mil Irmãos. Por isso, o novo Ministro e Definitório Geral, resolveram propor o seu estudo a todos os Irmãos convidando-os a aprofundar o seu conteúdo, a meditá-las, rezá-las e a sugerirem as modificações que entenderem necessárias. Foi para nos motivar neste trabalho individual e comunitário, que o frei Miguel Anxo, esteve entre nós.

 

 

"A mãe e a ama"

 

O frei Matias Silva, vice-Provincial dos Capuchinhos de Cabo-Verde, e presente neste Capítulo como convidado, fez uma comunicação aos Irmãos Capitulares. Nela, recordou que a sua vice-Província tem 27 anos e há 23 (1985) que os primeiros quatro Noviços cabo-verdianos chegaram a Barcelos, vindos de Mindelo, para fazerem o seu ano de Noviciado entre nós. A partir daí, fizeram também connosco o resto da sua formação inicial, residindo na nossa casa do Porto. Em 2006, a vice-Província de Cabo Verde abriu o seu próprio Noviciado, e neste momento é ela que acolhe um Noviço da nossa Província. Entretanto, desde 2006, os pós-Noviços de Cabo-Verde têm-se repartido entre Portugal e Itália para completar os seus estudos académicos.

 

Na Eucaristia, a que presidiu, o frei Matias utilizou uma comparação interessante, dizendo que a nossa Província não era mãe dos Capuchinhos de Cabo-Verde, mas uma ama carinhosa que ajudou a criar. Por isso, sublinhou, o ADN é da Província-mãe de Turim, mas a família de afecto está em Portugal. Ele próprio recordou (ver foto: «Eu vim com o primeiro grupo e fiz aqui toda a minha formação.»

 

Em Janeiro de 2007, a presença dos Capuchinhos em Cabo-Verde completou 60 anos. Na ocasião, a vice-Província convidou os Provinciais das Províncias que tinham contribuído para o seu crescimento, a saber: a Província-mãe de Turim, e as Províncias de Roma, Veneza e Portugal. A nossa esteve representada pelo frei Avelino de Amarante, Superior da Fraternidade do Porto durante vários anos, incluindo este triénio que está a findar.

 

 

"A mãe-grande e a mãe-pequena"

 

Decorrendo este Capítulo em família, e constituindo nós uma Fraternidade, o frei Graciano De Angeli, vice-Provincial de Angola, usaria uma outra expressão paralela à do frei Matias, chamando à Província de Veneza a mãe-grande da vice-Província de Angola e à Província de Portugal a sua mãe-pequena. De facto, nos 60 anos de presença Capuchinha em Angola (1948-2008), os primeiros missionários a chegar foram os de Veneza e até hoje estiveram lá 104 missionários italianos, 51 já falecidos; ao passo que os Portugueses chegaram apenas em 1954, estiveram lá 36 ao todo, sete dos quais falecidos. Actualmente, encontram-se em Angola 15 Capuchinhos Italianos e 6 Portugueses. Por sua vez, os Capuchinhos Angolanos professos são 68.

 

Por isso, dado este número tão significativo de Irmãos naturais dFrei Gracianoe Angola, tanto o Ministro Provincial de Veneza como o Ministro Geral da Ordem, incentivaram aquela vice-Província a iniciar oficialmente um caminho de sensibilização e preparação em ordem a assumir a plena maturidade jurídica de Província. Escreveu o Ministro Geral, frei Mauro Jöhri, em Janeiro deste ano: «Olhando a idade cronológica da presença Capuchinha em Angola, sessenta anos, e o número dos frades presentes, espontaneamente nos perguntamos se não terá chegado o momento de passar de vice-Província a Província.» No entanto, o frei Graciano não duvida de que a nova Província a constituir vai continuar a precisar do apoio das duas "mães" no campo da formação.

 

 

Voltando aos temas-base deste Capítulo

 

O início da tarde de hoje, foi aproveitado ainda para alguns grupos concluírem a reflexão sobre os temas iniciada ontem. A partir das 16 horas, todos se juntarem na Sala do Capítulo para ouvir em plenário a opinião dos grupos acerca dos temas que lhes tinham sido propostos: Fraternidade/Formação (pessoas, áreas, agentes, meios); MovimentoFrei Américo de Dinamização Bíblica (reestruturação, agentes); Vida Apostólica (valores Capuchinhos num Plano Pastoral, relação entre Fraternidade e Plano Pastoral); Nova Cultura Vocacional; Revisão das nossas Constituições; Directório Capitular.

 

Após a merenda, os Capitulares ouviram o Ecónomo Provincial, frei Américo dos Santos Costa, apresentar o Relatório da Economia da Província. Todos sublinharam agradavelmente a resposta generosa do Povo de Deus nas campanhas organizadas em favor da nossa missão em Timor-Leste, nomeadamente, através de bolsas de estudo para a formação dos candidatos, e de ofertas para a construção de uma casa em Tibar, que vai substituir a que alugamos em Díli.

 

 
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