PAZ e BEM! Bem-vindo à Página dos Frades Missionários Capuchinhos

Página Principal


São Francisco Assis


Espírito de Assis


Porciúncula


Ordem Capuchinhos


Missão em Timor


Onde Vivemos


Espaço Jovem


Música


Apontadores


 
Dossier

Família

 

 

Evangelizar a Família

 

A batalha real que a Igreja enfrenta neste terceiro milénio,

desafio em que se joga o futuro da Igreja

e da sociedade, é a batalha da família.

 

A Presépiosociedade actual parece mais apostada em afundar do que em salvar a família. Estudos sociológicos constatam mudanças profundas na família, sobretudo, no referente à sua dimensão religiosa…

 

No presente, por exemplo, não se afigura nada fácil para as famílias cristãs garantir a responsabilidade da transmissão da fé aos filhos.  Actualmente, a família sente-se isolada, não podendo contar, como outrora, com a ajuda da escola e, frequentemente, nem sequer com a das comunidades cristãs.

 

Mensagem do Congresso de Valência em 2006

 

Recobra actualidade flagrante o tema do Encontro Mundial das Famílias em Valência, no ano passado, acerca da “transmissão da fé na família”. A presença do papa relevou a importância que a Igreja outorga ao papel da família neste campo!

 

Na Eucaristia de clausura do Congresso, a 9 de Julho, Bento XVI apontou dimensões da família, que considera indispensáveis para a sua função de educar na fé:

 

:: Família, espaço de maturidade. «Para avançar no caminho da maturidade humana, a Igreja ensina-nos a respeitar e a promover a maravilhosa realidade do matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher, que é também a origem da família.»

 

Só numa família estável se verificam as condições para ajudar ao crescimento a maturação da fé.

 

:: Família, educadora da fé. «A família cristã transmite a fé, quando os pais ensinam os filhos a rezar, quando os aproximam dos sacramentos e os vão introduzindo na vida da Igreja, quando todos se reúnem para ler a Bíblia, iluminando a vida familiar à luz da fé e louvando a Deus como Pai.»

 

:: Famílias mais solidárias, precisam-se. «Desejo convidar todos os cristãos de boa vontade a que vivam a sua responsabilidade ao serviço da família (Familiaris Consortio 86), para que, unindo forças, e com legitima pluralidade de iniciativas, contribuam para a promoção do verdadeiro bem da família na sociedade actual.»

 

Família mais protagonista

 

Em tempos idos, a institucionalização paroquial da catequese levou as famílias a esquecerem a sua dimensão de «igreja doméstica» e a “delegarem” na catequese institucional a própria responsabilidade pela transmissão da fé aos filhos. Perante a deserção da igreja, por parte dos jovens e adolescentes cristãos, não falta quem responsabilize disso a família, seja por excessiva pressão religiosa, seja por demissão quanto ao testemunho de vida. Hoje, parece existir acordo em denunciar tanto o reduzido apoio das comunidades cristãs, como a debilidade do testemunho e compromisso dos pais na iniciação cristã dos filhos.

 

Família: raiz e asas

 

De facto, a fé transmitida à margem da família fica sem raízes e sem asas. Sem as raízes da fé familiar, faltará à família a memória. Sem asas, faltar-lhe-á projecto de futuro, de importância fundamental para a maturidade da fé.

 

Urge, por isso, recuperar o papel evangelizador da família, que precisa de maior protagonismo na educação da fé dos filhos, como tinha a família judia do Antigo Testamento. «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6,4).

 

Bento XVI insiste no papel dos pais na iniciação à oração e aos sacramentos, colocando acento especial na leitura familiar da Bíblia. No coração das megápoles multiculturais dos nossos dias, a transmissão da fé pede clima de amor e comunidades de comunhão (família e Igreja), como veremos no próximo número.

 

Para isso, a Igreja precisa de contar com a família, pequena “Igreja doméstica”, onde se torne possível «querer ser iniciado e iniciar, ser catequizado e catequizar, ser evangelizado e evangelizar», ou seja, para deixar-se amar e amar como Jesus amou.

 

Importa ajudar a família, “Igreja doméstica”, a recuperar a sua capacidade de gerar e ser mãe na fé, a capacidade evangelizadora do “tecido materno” da comunidade familiar. Se a comunidade familiar assumir a missão de gerar os mais jovens na fé, ela mesma será também “regenerada”…

 

 

PARA REFLECTIR EM GRUPO

 

1. Lê Dt 6,4-9 e 6,20-24. Justifica a afirmação de que a família deve ter um protagonismo central na educação da fé. Entendes que basta, para isso, o bom exemplo e testemunho de vida cristã?

 

2. Que tens a dizer acerca das famílias que dizem não querer pressionar os filhos religiosamente, dando-lhes liberdade de frequentar ou não a catequese?

 

3. Indica alguns modos possíveis para tornar a família mais interveniente na educação da fé? Achas viável a prática da leitura da Bíblia em família, como preconiza Bento XVI?

 

 

 

Frei Vítor Arantes

 

 

«A família, como a Igreja, tem por dever ser um espaço

onde o Evangelho é transmitido e donde o Evangelho irradia.

No seio de uma família que tem consciência desta missão,

todos os membros da mesma família evangelizam e são

evangelizados. Os pais, não somente comunicam aos filhos

o Evangelho, mas podem receber deles o mesmo Evangelho

profundamente vivido.

E uma família assim torna-se evangelizadora de muitas outras

famílias e do meio ambiente em que ela se insere.

Mesmo as famílias surgidas de um matrimónio misto têm o dever de anunciar Cristo à prole, na plenitude das implicações do comum

baptismo; além disso, incumbe-lhes a tarefa que não é fácil,

de se tornarem artífices da unidade.»

 

PAULO VI

Evangelii Nuntiandi, 1975

 

 

 
Página Principal | Capuchinhos em Portugal | Contactos | Ficha Técnica | Sugestões

© 2007 Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)