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Tenda do Encontro

 

A Família Religiosa

 

Há quem pense, erradamente, que a palavra “monge”

significa alguém que vive sozinho ou isolado. Não.

Monge é aquele que se rende à simplicidade extrema,

procurando só a Deus sob a guia do Abade.

 

 

São Francisco e São Domingos deixam esta visão vertical e hierárquica: o espaço comunitário já não é o mosteiro, mas o “convento”, o lugar do “com-vir”, dos que vêm de diferentes lados, dos que partem e de novo regressam para se encontrarem uns com os outros e, juntos, se encontrarem com Deus.

 

A comunidade é, pois, a Tenda do Encontro. Mais do que o sítio onde se fazem coisas, é lar, morada, fogo, fonte (ver Jo 14,23). Na casa vivem-se acontecimentos, realizam-se actividades, mas, acima de tudo, celebram-se presenças, forjam-se amizades, geram-se iniciativas, combinam-se e conjugam-se diferenças como se compõe um vitral de variadas cores ou um mosaico de distintas pedrinhas.

 

O discurso eclesial de São Mateus abre com uma imagem que indica um movimento circular: «Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles...» (Mt 18,2). Está, pois, alguém no centro: uma criança. A comunhão edifica-se em torno de coisas pequenas, quotidianas, singelas e débeis. Quem diz casa diz relações cálidas e abertas, comunicação, intimidade, ternura, reconciliação, alegria.

 

A própria autoridade está no centro como uma criança. E estar no centro é simplesmente convocar, reunir, congregar. A vida comunitária dos consagrados nasce da ecologia fraterna, da transparência, do abraço, do encanto, do trato amigável e compreensivo. Dá gosto e é bonito estar ali (ver Sl 132).

 

Na casa vive-se uma relação, não só entre pessoas, mas também com as coisas, o ambiente. O encontro desenvolve-se ao redor de alguém, que é Jesus Cristo, mas abrange todas as dimensões da vida e do amor. Por isso, um dos actos importantes é a refeição, como sucedeu em Emaús (ver Lc 24,30-31).

 

A refeição é o sacramento do encontro, do estar juntos, do recreio e da recriação, do reconhecer Jesus ressuscitado. O mistério passa por aí, depois adensa-se, intensifica-se na oração das Horas e na celebração da Eucaristia.

 

Por vezes temos regras e esquemas a observar, deveres a cumprir, mas sucede-nos como a Simão, o fariseu, quando convidou Jesus (ver Lc 7,36-39). Preocupado com a pureza legal, a tradição, o costume, o rito, esqueceu-se de O beijar, de lhe lavar os pés, de O ungir com perfume.

 

O anel comunitário não é fechado: dilata-se, amplia-se, revira-se para fora, torna-se praça, via rápida, missão. Esta não é um acrescento nem um adorno da vivência fraterna, mas a atitude mística de ir procurar e servir a Cristo noutras pessoas e noutras paragens, fazendo círculos concêntricos cada vez mais amplos, como os que se formam num lago sob o impacto dum objecto.

 

Nada mais cativante do que este sonho, esta sede de aumentar e expandir a comunhão, ou seja, de transformar o mundo inteiro em tenda universal, família, povo de Deus.

 

 

P. Abílio Pina Ribeiro

Claretiano

 

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A Terra é a nossa casa

 

Não vivas sobre a Terra

como um estrangeiro,

um turista no meio da Natureza.

Habita o mundo

como a casa de teu pai.

 

Crê na semente, na terra, no mar;

mas, acima de tudo, crê nas pessoas.

 

Ama as nuvens, as máquinas, os livros;

mas ama, principalmente, o ser humano.

 

Sente a tristeza do ramo que murcha,

do astro que se extingue,

do animal ferido que agoniza;

mas, sobretudo,

sente a dor e a tristeza das pessoas.

 

Alegra-te com todos os bens da terra:

com a sombra e com a luz,

com as quatro estações;

mas, antes de tudo, às mãos-cheias,

alegra-te com as pessoas!

 

Nazim Hikmet

 

 

 

:: No meio dum mundo dividido, mostramos que é possível pôr em comum os bens, amar-se fraternalmente, seguir um projecto de vida e actividade inspirado em Cristo Senhor, primogénito de muitos irmãos? (Ver Religiosos e promoção humana, nº 24).

:: A fraternidade das pessoas consagradas é o primeiro facto de missão. Alegamos desculpas não explicáveis para não estar com os irmãos, as irmãs, para não orar com eles, re/criar-nos juntos, programar, desenvolver e avaliar a nossa vida missionária?

:: 2008 É O ANO INTERNACIONAL DA TERRA: também somos uma família cósmica; este Mundo é a nossa ”casa” comum. Tenhamos uma consciência cada vez mais “ecológica”, acolhendo e promovendo todas as criaturas como nossas “irmãs”. Sobretudo, as pessoas. Releia o poema ao cimo desta coluna.

 

 

 
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