PAZ e BEM! Bem-vindo à Página dos Frades Missionários Capuchinhos

Página Principal


São Francisco Assis


Espírito de Assis


Porciúncula


Ordem Capuchinhos


Missão em Timor


Onde Vivemos


Espaço Jovem


Música


Apontadores


 
São Francisco de Assis

FAMÍLIA FRANCISCANA: "Torre de Babel", ou Pentecostes?

 

 

Família Franciscana:

 

“Torre de Babel”, ou Pentecostes?

 

No fim-de-semana de 5 a 7 de Outubro,

realizou-se em Fátima a Peregrinação Nacional

da “Família Franciscana”. Este ano, de 2007, com um

programa especial e um sabor diferente.

Em todo o mundo, os seguidores de Francisco de Assis

preparam o grande jubileu dos 800 anos da Vocação

Franciscana, a celebrar em 2009.

 

Na manhã de sábado, os franciscanos presentes em Fátima ousaram viver uma versão abreviada e adaptada do célebre Capítulo das Esteiras, presidido por Francisco de Assis, no Pentecostes de 1221, com uns cinco mil frades, incluindo o nosso frei/Santo António de Lisboa.

 

Tendo por tema comum “O Evangelho, coração da vocação franciscana”, os participantes trabalharam divididos em três grandes assembleias:

 

:: Assembleia da Porciúncula: Irmãos da Primeira Ordem (Observantes, Conventuais e Capuchinhos), IrmCelebração da Eucaristiaãs Clarissas (Segunda Ordem) e Religiosas Franciscanas da Ordem Terceira Regular.

 

:: Assembleia de Assis: irmãos e irmãs da Ordem Franciscana Secular e todos os leigos abertos ao “espírito franciscano”, membros da chamada “Quarta Ordem”.

 

:: Assembleia de S. Damião: os múltiplos e variados movimentos juvenis franciscanos, pois o Poverello de Assis exerce um fascínio especial sobre os jovens de todos os tempos e credos.

 

Pessoas e grupos tão variados, podem dar a impressão de uma nova “Torre de Babel”. Para Francisco é a actualização da vivência do Pentecostes, com a força e ternura do Espírito Santo, na multiplicidade de formas de viver e anunciar o Evangelho de Cristo Crucificado e Ressuscitado, na unidade de um só coração, palpitando a uníssono com o coração de Cristo e a urgência do seu Reino.

 

 

Um pórtico a apontar caminhos

 

Recuemos um pouco no tempo. Em 1978, o papa Paulo VI aprovou a Regra da Ordem Franciscana Secular. É significativo o seu início: «Entre todas as famílias espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo na Igreja, a Família Franciscana congrega os membros do Povo de Deus, leigos, religiosos e sacerdotes, que se sentem chamados a seguir Cristo no encalço de São Francisco de Assis. De formas diversas, mas em mútua comunhão vital, todos eles querem tornar presente na vida e missão da Igreja o carisma do Seráfico Pai que lhes é comum.»

 

Este pórtico abre caminho para dimensões fundamentais da nova eclesiologia sonhada pelo Concílio Vaticano II:

 

:: não se trata de “empresas” de publicidade ou “venda de produtos», nem de simples associações de apostolado, nem, muito menos, de igrejas paralelas, mas de famílias da mesma Igreja de Cristo;

 

:: estas diferentes famílias espirituais são suscitadas na Igreja pelo Espírito Santo, e não pelo capricho de algum fanático ou místico exaltado;

 

:: não se trata de seguir uma doutrina ou uma ideologia, mas a pessoa concreta e histórica de Jesus Cristo nascido na plenitude do tempo;

 

:: neste seguimento de Cristo e do seu Evangelho, há um estilo, um modelo: Francisco e Clara de Assis;

 

:: finalmente, nestas diferentes fraternidades de irmãos e irmãs há uma comunhão ou reciprocidade vital e uma missão comum: tornar presente na vida e na missão da Igreja o carisma outorgado há 800 anos a São Francisco de Assis.

 

 

A “Profecia” para o Terceiro Milénio

 

No dia 17 de Junho, Bento XVI quis viver uma jornada de peregrinação em Assis, percorrendo os passos da aventura de Francisco e Clara. Falou aos jovens, às Irmãs Clarissas Capuchinhas, a todo o Povo de Deus. Destaco os desafios que formulou aos Irmãos Conventuais, reunidos de todo o mundo no seu 199º Capítulo Geral. Os apelos que o «senhor Papa» fez a este grupo de seguidores de Francisco são os mesmos que pode lançar a todos os membros da única Família Franciscana, na riqueza das suas Ordens, Congregações e Instituições:

 

«Abandonando-se à acção do Espírito, Francisco converteu-se cada vez mais a Cristo, transformando-se numa imagem viva dele, ao longo dos caminhos da pobreza, da caridade e da missão. Portanto, vós tendes a tarefa de testemunhar a sua mensagem com ímpeto e coerência!

 

É necessário que a grande Família [Franciscana] se deixe impelir hoje pela palavra que Francisco ouviu do Crucifixo de São Damião: “Vai e repara a minha casa.” Portanto, é necessário que cada Irmão seja um verdadeiro contemplativo, com os olhos fixos nos olhos de Cristo. É preciso que ele seja capaz, como Francisco diante do leproso, de ver o rosto de Cristo nos irmãos que sofrem, levando a todos o anúncio da paz. Com esta finalidade, ele deverá fazer seu o caminho de conformação com o Senhor Jesus, que Francisco viveu….

 

Que para cada filho de S. Francisco seja um princípio sólido aquele que o Pobrezinho expressava com as simples palavras: «A Regra e Vida dos Irmãos Menores é esta: observar o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo» (2ª Regra, 1). A perene actualidade do seu testemunho nasce precisamente daqui. A sua “profecia” ensina a fazer do Evangelho o critério para enfrentar os desafios de todos os tempos, também do nosso, resistindo ao fascínio enganador de modas passageiras, para se arraigar no desígnio de Deus e discernir desta maneira as verdadeiras necessidades dos homens.

 

Pede-se que sejam em primeiro lugar anunciadores de Cristo: que se aproximem de todos com mansidão e confiança, em atitude de diálogo, mas oferecendo sempre o testemunho fervoroso do único Salvador. Sejam testemunhas da “beleza” de Deus, que Francisco soube cantar, contemplando as maravilhas da criação: brote dos seus lábios a oração que Francisco pronunciou depois do êxtase místico do Monte Alverne, e que por duas vezes o levou a exclamar: “Tu és beleza!”»

 

 

Natal: re/nascimento de Jesus e da Família

 

Natal é celebração do nascimento de Jesus, e dos cristãos, como filhos de Deus; da esperança, da utopia e dos sonhos de fraternidade e de solidariedade, assentes na presença do Filho de Deus que armou a sua tenda entre nós (Jo 1,14).

 

É re/nascimento da família. Da família humana, criada à imagem e semelhança de Deus-Família-Trindade; e da Família Franciscana, cuja missão é tornar presente, hoje, o Evangelho de Jesus Cristo, escutado e vivido ao jeito de Francisco de Assis.

 

 

 

Frei Acílio Dias Mendes

 

 
Página Principal | Capuchinhos em Portugal | Contactos | Ficha Técnica | Sugestões

© 2007 Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)