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São Lucas, o Patrono dos Médicos

 

 

São Lucas, o Patrono dos Médicos

 

Os Santos Cosme e Damião há muito que deram lugar

a S. Lucas como o principal patrono dos médicos.

Embora conste que todos eles exerceram a Medicina,

não se podem comparar em importância na vida da Igreja.

S. Lucas é indubitavelmente o autor do III Evangelho e do livro dos Actos dos Apóstolos, um homem de cultura superior, um profundo conhecedor da língua grega, capaz de a manejar com o mesmo nível dos autores aticistas da época, um génio de historiador e o primeiro teólogo da História, dotado de fina sensibilidade e arte de narrar, um homem atento aos que sofrem no corpo ou na alma, bem como a todos os humilhados e carenciados, um autêntico semeador da paz e da alegria do Evangelho.

 

 

O “muito querido médico” do Apóstolo S. Paulo

 

Muito antes de as investigações modernas se terem debruçado sobre os escritos de LEvangelista São Lucasucas, a fim de neles encontrarem rastos que pudessem denunciar o seu “olho clínico” e os seus conhecimentos de Medicina, já em 1463 a Universidade de Pádua iniciava o ano lectivo a 18 de Outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do “Colégio dos Filósofos e dos Médicos”, como recorda o Doutor Eurico Branco Ribeiro, reputado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, no Brasil, na sua obra de 685 páginas em quatro volumes: “Médico, Pintor e Santo”.

 

Segundo a tradição, Lucas era originário de Antioquia da Síria, um grande centro da cultura helenista, onde poderia ter estudado Medicina. Não é, pois, um dos homens da primeira geração cristã; proveniente do mundo gentio, foi um discípulo e companheiro fiel de S. Paulo.

 

Na carta aos cristãos de Colossas, pequena cidade da Ásia Menor a uns 200 Km de Éfeso, o Apóstolo manda-lhes as saudações de Lucas: «Saúda-vos Lucas, o muito querido médico» (Cl 4,14). Boa razão teria S. Paulo para aludir a Lucas com o qualificativo de “muito querido”, pois este certamente lhe prestou cuidados médicos, dada a precária saúde do Apóstolo, concretamente nos achaques que lhe sobrevinham em esgotantes viagens missionárias. Também lhe teria tratado as feridas resultantes da flagelação – com «muitas vergastadas» – em Filipos, pois o acompanhou desde Tróade até esta cidade da Macedónia, na segunda viagem missionária (ver Act 16,9-40).

 

Poucos médicos terão tido doentes tão notáveis. E como se o facto de ter sido médico não fosse suficiente para justificar o vir a ser nomeado patrono dos médicos, sucede que S. Lucas também foi médico de Santos. E o seu doente mais notável, S. Paulo, seguindo o conselho das Sagradas Escrituras, não deixou de honrar o seu próprio médico; com efeito, assim fala o Ben Sira: «Honra o médico… A ciência do médico eleva-o em honra e é admirado na presença dos poderosos» (Sir 38,1.3).

 

Na Carta a Filémon (v.24), S. Paulo nomeia-o entre os seus colaboradores, quando prisioneiro em Roma no regime de custodia libera; mais tarde, no calabouço da segunda prisão romana, diz que Lucas é o único que lhe faz companhia: «apenas Lucas está comigo» (2 Tm 4,11).

 

Vejamos agora que razão tinha Dante Alighieri para lhe chamar: “aquele supremo Hipócrates”, “quel sommo Ipocràte” (Purgatorio, 29,137).

 

 

O médico Lucas

 

Quando no século XIX se intensificaram os estudos científicos das Escrituras Sagradas, tratou-se de investigar que rastos da profissão de médico se podem detectar nos escritos lucanos. Se os estudiosos conseguissem provar, pela análise interna da obra, que o seu autor era médico, teríamos uma confirmação muito válida dos dados da tradição, que sempre atribuíram a autoria do III Evangelho e de Actos dos Apóstolos a S. Lucas.

 

O primeiro estudo detido e profundo foi o do investigador irlandês Hobart, que em 1882 tentou provar que Lucas demonstra nos seus escritos um conhecimento profissional da Medicina da época, pelo uso de palavras típicas da linguagem médica de então.

 

Mais adiante, 24 anos depois, na Alemanha, Harnack aprofunda o estudo na mesma linha, mas, passados 13 anos, em 1919, na Inglaterra, Carbury mostra como os termos médicos usados por Lucas também se encontram noutros autores de então, que não eram médicos, como Filon de Alexandria, Flávio Josefo, Plutarco e Luciano.

 

Esta verificação de Carbury contribuiu para que se começasse a utilizar menos o apelo para a terminologia médica como argumento probatório da autenticidade lucana do III Evangelho e de Actos dos Apóstolos. No entanto, ainda hoje a profissão médica de Lucas continua a interessar os estudiosos[1]. E também o recente romance histórico da senhora Taylor Caldwell, Médico de homens e de almas, não obstante ser uma obra de ficção, chama a atenção do grande público para a personalidade genial do médico Lucas.

 

Se comparamos os restantes livros do Novo Testamento, concretamente os outros Evangelhos, com a obra de Lucas, é indiscutível o seu particular interesse pelos que sofrem e pelas situações de doença, que são descritas mais correcta e pormenorizadamente sob o ponto de vista médico, e com termos utilizados por Hipócrates e Galeno.

 

Passemos então a examinar sumariamente estas situações que lhe merecem especial consideração, bem como a linguagem médica que utiliza, no seu Evangelho e nos Actos dos Apóstolos. Se estivesse em causa um ou outro caso isolado, isso não seria significativo; mas trata-se de uma grande quantidade de ocasiões em que se revela o escritor médico, dotado de sentimentos de compaixão e misericórdia para com quem sofre, como vamos ver.

 

 

O escritor médico, no III Evangelho

 

:: Lc 4,16-23: Na pregação de Jesus em Nazaré, que os três Evangelhos Sinópticos registam, Lucas tem a particularidade de apresentar Jesus lendo um texto de Isaías (Is 61,1-2). O texto é programático e também revela o espírito que preside à redacção de Lucas: apresentar Jesus como o Messias misericordioso, que vem em socorro dos oprimidos pelo sofrimento, pela doença, pela miséria e escravidão. Por outro lado, também é significativo que seja o único evangelista a apresentar a citação que Jesus faz, do provérbio alusivo aos médicos: «Médico, cura-te a ti mesmo.»

 

:: Lc, vários lugares. Lucas, para indicar que alguém “está são” ou “ficou são”, usa o verbo hygiainein que só aparece nas Cartas Pastorais e no Evangelho de Lucas. Assim, quando Jesus diz que «não são os que estão sãos que precisam de médico» (Lc 5,31); quando relata a cura do servo do centurião (7,10); e ao dizer que o filho pródigo regressou são (15,27). Este verbo nunca aparece nos restantes Evangelhos, que recorrem ao adjectivo do mesmo campo semântico, hygiós.

 

:: Lc 4,38: Ao relatar a cura da sogra de Pedro, Lucas não se limita a dizer que “estava febricitante”, mas precisa que estava «aflita com uma grande febre». Esta concretização de “febre grande” corresponde à divisão que os médicos então faziam entre uma febre leve e uma febre aguda. Só pela especificação de Lucas podemos ficar a saber que não se tratava duma febre qualquer, mas duma febre aguda.

 

:: Lc 8,43: Ao falar da cura da mulher que sofria dum fluxo de sangue, Lucas evita a expressão pouco favorável aos médicos, que aparece na fonte utilizada para este relato: «quantos mais médicos consultava pior estava» (Mc 5,26). Embora também diga que a doente tinha gasto todos os seus haveres com os médicos, Lucas limita-se a dizer que não foi curada por nenhum deles, omitindo a crítica aos “colegas” da sua classe que deixavam a doente cada vez pior.

 

:: Lc 10,34: Na parábola do bom samaritano (só referida por ele), além de dizer que este se encheu de compaixão e cuidou do homem assaltado, espancado e deixado como morto à beira da estrada, ligando-lhe as feridas, Lucas especifica ainda mais o tratamento: «deitou-lhe vinho e azeite nas feridas», um desinfectante e um emoliente da medicina daqueles tempos.

 

:: Lc 13,10-13: Só Lucas conta o milagre da cura da mulher encurvada; por um lado, anota que ela de maneira nenhuma se podia endireitar e que já padecia há 18 anos; além disso, faz ver ao leitor que não é ela quem toma a iniciativa de pedir a cura, como em geral sucede nos relatos evangélicos de curas de doenças, mas é o próprio Jesus quem toma a iniciativa de a chamar; e, sem que esta Lhe peça nada, anuncia-lhe que vai ficar livre da sua doença, sublinhando assim a sua bondade e compaixão. E anota um gesto carinhoso de poder e amabilidade: o impor das mãos de Jesus, que nada tem de um passe mágico. Assim, para além da bondade de Jesus, também podemos ver subjacente aos pormenores do relato a disponibilidade, bondade e preocupação do próprio médico-escritor pela doente. 

 

:: Lc 18,25: No episódio do jovem rico, Jesus tem aquela expressão: «Como é difícil aos que possuem riquezas entrar no Reino de Deus! Com efeito, é mais fácil um camelo entrar pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus». Mas que tem esta frase com a medicina de S. Lucas? O termo que usa para designar agulha não é o que aparece na passagem paralela de Mateus e Marcos (rafídos), mas é o nome técnico da agulha cirúrgica, o mesmo que utilizam Hipócrates e Galeno: belóvê.

 

:: Lc 22,43-44: Não podemos deixar de aludir a um fenómeno somente referido por Lucas, que os médicos têm tentado explicar: o suor de sangue de Jesus no Getsémani. Diz: «E, entrando em agonia, orava com mais intensidade. E sobreveio-lhe um suor como de gotas de sangue, que caíam até ao chão.» O termo “agonia” é mais um hápax legómenon (um termo usado uma só vez) em todo o Novo Testamento. Exprime a intensa ansiedade própria do transe da morte – a luta entre a vida e a morte: e é de tal maneira forte e dramática, que em Jesus provocou esse corrimento de suor tingido de sangue, posteriormente chamada pelos médicos “hematidrose”.

 

 

O escritor médico nos Actos dos Apóstolos

 

:: Act 3,7-8: Lucas, quando relata no capítulo 3º de Actos dos Apóstolos a cura do coxo de nascença, que mendigava na Porta Formosa do Templo de Jerusalém, não se limita a dizer do deficiente motor que ele dum salto se pôs de pé e começou a andar, mas acrescenta: «No mesmo instante (parakhrêma, um advérbio muito frequente em Lucas assim como no vocabulário médico) se lhe tornaram firmes as bases (ai báseis, um termo técnico médico para designar as plantas dos pés) e os artelhos» (tà sfydrá, um termo muito raro, que por vezes nem é registado nos dicionários), que na forma simples designa os maléolos, ou os côndilos da tíbia e do perónio. Este pormenor, que não era necessário no relato do milagre, denuncia o escritor médico.

 

:: Act 4,17: Quando as autoridades judaicas interrogam Pedro sobre a cura do mesmo paralítico, acabam por ameaçá-lo para não mais se falar do sucedido, de modo que a notícia da cura não “se espalhe”. Não deixa de ser curioso que o termo usado para dizer “espalhar-se” (dianemêthê) pertence à terminologia médica grega para descrever o avanço invasor dum cancro, é um verbo raro e também mais um hápax legómenon do Novo Testamento

 

:: Act 5,5.10: ao falar da morte repentina de Ananias e de Safira, Lucas usa um verbo raro para dizer “expirar”: ekpsykhein, apenas utilizado por ele, que também o emprega ao falar da morte de Agripa I (Act 12,23). Ora, também este verbo é frequente nos escritos médicos gregos.

 

:: Act 9,18: ao contar a conversão de Saulo, que fica cego pela luz intensíssima que o deslumbrou no caminho, Lucas refere que, estando ele já recolhido numa casa da Rua Direita de Damasco, Ananias veio e o curou da cegueira. «Nesse instante caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas (hôs lepídes) e recuperou a vista.» Este termo grego, também um hápax legómenon do NT, designava a crosta duma ferida; mas, embora se trate dum termo usado pelos médicos para falar de dermatoses e não de doenças oftalmológicas, verdade é que nas blefarites, frequentes então no Oriente, se formam pequenas crostas nas quérato-conjuntivites.

 

:: Act 12,23: Herodes Agripa I morre no ano 44 e, segundo Flávio Josefo, por causa de horríveis dores intestinais, que em cinco dias o levaram à morte, caindo doente quando era aclamado como um deus em Cesareia Marítima, durante uns jogos em honra do imperador Cláudio. Lucas, para indicar a causa da morte, diz que «o Anjo do Senhor feriu Herodes, por não ter dado glória a Deus. E, roído pelos vermes (skôlêkóbrôtos), expirou. Teria Lucas querido, com esta maneira de falar, simplesmente mostrar que Agripa tinha a mesma morte cruel dos perseguidores do povo de Deus, pois assim se fala de Antíoco Epifânio (2 Mac 9,5.9)? Ainda que até então esta palavra não apareça como um termo técnico médico, ela é mais um hápax legómenon do NT, que bem podia designar uma helmintíase; de facto, depois de Lucas, Luciano e Flávio Josefo falam de pessoas que morreram roídas por vermes. A doença em causa também poderia ser uma linfantíase, ou filariose, provocada por pequenos parasitas, as filarias, que perfuram a pele e invadem e obstruem os canais linfáticos, causando a morte (as filarias poderiam muito bem ser as serpentes de fogo do Sinai); de qualquer modo, a morte por um ataque resultante de um nó de vermes lombricóides condiz melhor com o que diz Flávio José (Antiquitates, 19,7,2).

 

:: Act 13,11: Na primeira viagem missionária de S. Paulo, o procônsul Sérgio Paulo, residente na cidade de Pafos, aderiu à fé cristã; mas o mago Élimas (Barjesus) tentava desviá-lo. Paulo diz-lhe: «Vais ficar cego. No mesmo instante, caíram sobre ele uma névoa (akhlys) e depois trevas profundas.» Mais uma vez temos aqui um termo médico – névoa –, que na linguagem médica indicava o obscurecimento da visão como resultado de ulcerações. 

 

:: Act 16,25: Quando da prisão de Paulo em Filipos, na sua segunda viagem, tendo ele sido encerrado no calabouço com os pés atados ao cepo, Lucas diz que durante a noite o Apóstolo rezava e cantava, enquanto os outros presos “escutavam”. Para dizer “escutar”, Lucas utiliza um termo, que, embora não sendo propriamente médico (mais um hápax legómenon do NT), era usado pelos médicos para falar de auscultação.

 

:: Act 28,3.5.6: Na viagem de prisioneiro para Roma, Paulo, após o naufrágio, é acolhido na ilha de Malta. Para se defenderem do frio da noite, deitou lenha seca numa fogueira que os náufragos tinham acendido; mas, com as varas, vinha uma víbora, que com o calor (thérmê) despertou e se lhe enroscou (kathápsen) na mão. Temos aqui mais dois hapax legómenon do NT; o verbo para dizer que «se lhe enroscou» é usado nos escritos médicos, bem como o adjectivo feminino substantivado, thérmê, que aparece nesses escritos em vez do substantivo thermótês. Mais ainda, Lucas não se contenta em dizer que Paulo «não sofreu dano algum», mas acrescenta uma observação de quem sabe de venenos de serpentes: «Depois de terem aguardado muito tempo e verem que nada de anormal lhe acontecia… começaram a dizer que ele era um deus

 

:: Act 28,8: Lucas conta também que o primeiro da ilha de Malta, Públio, que os recebera muito cordialmente, tinha o pai doente «com febre e disenteria» (dysentérion). O termo para designar esta doença era corrente; mas não deixa de ser interessante que Lucas anote não se tratar duma simples disenteria, mas duma diarreia acompanhada de febre.

 

 

Sentido de um patrono para os médicos

 

S. Lucas foi realmente médico e não apenas um companheiro de Paulo que lhe teria merecido o título de «muito querido médico» por lhe ter valido nalguma situação de doença. Com efeito, fica demonstrada a sua arte médica, não só pela linguagem que utiliza, mas também pela sua mentalidade clínica. Ainda que a linguagem utilizada não exija conhecimentos especializados de medicina, a verdade é que, em comparação com os restantes escritos do Novo Testamento, Lucas demonstra um particular interesse pelos doentes e pelas doenças, que ele descreve com termos médicos correntes.

 

No entanto, os dados médicos dos escritos lucanos, embora notáveis, não são de tal maneira importantes que exijam que o autor destes escritos seja realmente um médico de profissão; por isso, se prescindimos do valor da tradição, não os costumamos considerar suficientes para demonstrar irrefutavelmente que o seu autor é S. Lucas; com efeito, ele não assina a sua obra.

 

Como patrono dos médicos, temos um modelo de virtudes a imitar na profissão médica, naquele que Dante chamou o scriba mansuetudinis Christi, o secretário da mansidão e da misericórdia de Cristo. De facto, Lucas não se limita a interessar-se pelas doenças, mas, acima de tudo e antes de mais, mostra interesse pela pessoa do doente, como deixou estampado na sua obra em dois tomos. Revela uma especial atenção e cuidado pelos mais necessitados e desfavorecidos: os pobres, as mulheres, os pecadores.

 

Por outro lado, embora seja é um verdadeiro génio, Lucas tem a humildade de não assinar a sua obra, para que toda a atenção do leitor se centre na mensagem e na pessoa de Cristo – o único que sempre pode salvar. Com isto, deixa, especialmente aos médicos e investigadores de hoje, a lição de não procurar a celebridade por qualquer preço, mas sempre se pôr ao serviço da pessoa e da vida humana, um bem que não tem preço, desde a sua concepção até à morte.

 

 

 

em destaque:

Dante chamou a S. Lucas “aquele supremo Hipócrates” – “quel sommo Iporcràte” (Purgatório, 29,137). No entanto, ainda que a linguagem utilizada não exija conhecimentos especializados de medicina, a verdade é que, em comparação com os restantes escritos do Novo Testamento, Lucas demonstra um particular interesse pelos doentes e pelas doenças, que ele descreve com termos médicos correntes.

 

 

 

 

Geraldo Morujão

Sacerdote de Viseu. Doutor em Teologia Bíblica

 

 

 

 

 

 


 


[1] J. H. DIRCKS, Scientific and medical terms and references in the writings of St. Luke, Am. J. Dermatopathol 1983; L. Sterpellone, Os santos e a medicina, São Paulo, Paulus, 1998; E. F. Frey, Saints in medical history, Clio Med. 1979.

 

 

 
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