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"Ouvindo e Proclamando"

"Ouvindo e Proclamando"

No dia 18 de Novembro decorrem 40 anos sobre a data em que Paulo VI assinou a Constituição dogmática

“Dei Verbum”, sobre a Revelação divina, elaborada pelo Concílio Vaticano II em 1965.  O Concílio encerraria a 8 de Dezembro seguinte, dia em que, no ano de 1975,

o mesmo papa assinou a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi”, sobre a Evangelização do Homem de Hoje.

Tais factos não podem deixar-nos indiferentes.

 

 

 

A 6 de Janeiro de 2001, ao encerrar o Jubileu da Encarnação e iniciar-se este novo Milénio, João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica onde dizia: «Alimentarmo-nos da Palavra de Deus para sermos “servos da Palavra” no trabalho da evangelização: tal é, sem dúvida, uma prioridade da Igreja no início do novo milénio.» (nº 40).

 

No passado dia 16 de Setembro, ao receber em Castel Gandolfo os 400 participantes num Congresso realizado em Roma de 11 a 18 sobre “A Sagrada Escritura na vida Igreja”, o actual papa Bento XVI dizia: «A Igreja não vive de si mesma, mas do Evangelho e nele encontra sempre e de novo a orientação para o seu caminho. É algo que cada cristão tem de ter em conta e aplicar a si mesmo: só quem escuta a Palavra pode tornar-se depois seu anunciador. Não deve ensinar a sua própria sabedoria, mas a sabedoria de Deus, que com frequência parece estupidez aos olhos do mundo (1 Cor 1,23)

 

Esse Congresso foi organizado para celebrar os 40 anos da Dei Verbum. E o tema do Congresso foi, precisamente, o título do capítulo VI dessa Constituição, na qual o Concílio, depois de ouvir religiosamente a Palavra de Deus, decidiu proclamá-la com desassombro (DV 1).

 

É curioso sublinhar esta constante nos textos dos dois papas e do Concílio: para ser apóstolo da Palavra de Deus, primeiro é preciso tornar-se seu discípulo. É nesse sentido que a Dei Verbum, há 40 anos, fazia várias recomendações. Destaco alguns textos desse capítulo VI, que se dirige aos mais variados sectores da Igreja, para motivar algumas interrogações finais.  

 

 

A Sagrada Escritura, força e luz da Igreja

 

:: «É preciso que toda a pregação eclesiástica, bem como a própria religião cristã, se alimente e seja orientada pela Sagrada Escritura. Com efeito, nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos e conversa com eles, e tão grande é a força e a virtude da Palavra de Deus, que ela se torna o apoio e o vigor da Igreja e fortaleza da fé para os seus filhos, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual.» (nº 21)

 

:: «É preciso que esteja patente aos cristãos o acesso à Sagrada Escritura. Como a Palavra de Deus deve estar sempre à disposição de todos, a Igreja procura, com solicitude maternal, que se façam traduções apropriadas e cuidadas nas várias línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos Livros sagrados.» (nº 22)

 

:: «É preciso que os exegetas católicos e os demais estudiosos da Sagrada Teologia, unidos os seus esforços, e sob a vigilância do Sagrado Magistério, se dêem ao trabalho de estudar e explicar as divinas letras lançando mão dos meios aptos, de modo que o maior número possível de ministros da Palavra de Deus possa oferecer frutuosamente ao Povo de Deus o alimento das Escrituras, que ilumine a mente, fortaleça a vontade e inflame os corações no amor de Deus.» (nº 23)

 

:: «É preciso, por isso, que todos os clérigos, sobretudo os sacerdotes de Cristo e todos os que, como os diáconos e os catequistas, se dedicam legitimamente ao ministério da Palavra, adiram às Escrituras pela assídua leitura sagrada e o estudo diligente, a fim de que nenhum deles de torne ‘pregador vão da Palavra de Deus por fora, que não a escuta no seu interior’, tendo como têm o dever de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados as grandíssimas riquezas da Palavra divina, sobretudo na sagrada Liturgia. Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com veemência e interesse os cristãos, sobretudo os religiosos, a que aprendam “o supremo conhecimento de Jesus Cristo’ (Fl 3,8), com a leitura frequente das divinas Escrituras. ‘Porque desconhecer as Escrituras é desconhecer a Cristo’ (S. Jerónimo). Lembrem-se, porém, que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da oração, para que se verifique o colóquio entre Deus e o homem; com ‘com Ele falamos quando rezamos; a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos’ (Stº Ambrósio)(nº 25)

 

:: «Assim como a vida da Igreja recebe incremento com a assídua frequência do mistério eucarístico, assim também é lícito esperar um novo impulso da vida espiritual através da maior veneração pela Palavra de Deus, que ‘permanece eternamente’ (Is 40,8; 1 Pe 1,23-25)(nº 26)

 

 

É urgente voltar à Palavra de Deus

 

Porquê? Além das razões apontadas pelos textos da Igreja que acabo de transcrever, há mais dois motivos que têm a ver com a vivência e a firmeza da nossa fé no meio em que vivemos, hoje:

 

:: Porque, neste mundo intercultural e interreligioso, encontramos diariamente pessoas de crenças e religiões diferentes; é preciso construir a nossa fé sobre a rocha da Palavra de Deus (Lc 7,24-27) para não a perdermos, sabermos dialogar com todos e dar razões aos que nos interrogarem sobre a nossa esperança, distinguindo o que é vergonhoso daquilo que nos deve orgulhar (1 Pe 3,15-17).

 

:: Porque é urgente passarmos de cristãos meramente consumidores, que apenas utilizam os “serviços” da Igreja para os seus interesses, a cristãos activos que investem a sua fé na construção da comunidade que também nos serve de apoio. Ora, isto exige formação, especialmente sobre a Palavra de Deus, mais do que mera informação superficial. Daí insistir-se, hoje, com os leigos, para fazerem parte de um grupo ou de uma escola bíblica, ou se inscreverem numa Escola diocesana de Teologia.

 

 

PARA REFLECTIR E AGIR

 

Já tem uma Bíblia?

   Que utillização tem feito dela?

 

É Leitor da Palavra de Deus nas Eucaristias?

   Preocupa-se com entende a mensagem que Deus quer transmitir à Assembleia pela sua boca? Já reparou na diferença, quando o texto é ou não lido, estudado, rezado e confrontado com a sua vida, só ou num grupo bíblico, antes de o proclamar em público?

 

É Catequista, Professor, Pregador?

   Sabe que «somente Cristo ensina; qualquer outro que ensine, fá-lo na medida em que é seu porta-voz, permitindo a Cristo ensinar pela sua boca.» Que tem feito para entrar em contacto com a Pessoa do Mestre e a sua Mensagem, de modo a «fazer passar, através do seu ensino e do seu modo de comportar-se, a doutrina e a vida de Jesus Cristo»? (Catechesi Tradendae 6). 

 

É Salmista, ou cantor num Coro paroquial?

   A função do seu canto é ajudar a Comunidade a “ouvir Deus” que lhe fala através de si, para Lhe responder com o canto do refrão. Como se prepara para essa missão tão importante?

 

É responsável por uma Comunidade?

   Que faz para escutar, primeiro, em clima de oração, a Palavra de Deus que há-de transmitir nas celebrações ou nos encontros em que é presidente ou animador?

 

 

 

 

Frei Lopes Morgado 

 

 

 
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