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Encontro com a Bíblia

Cristocentrismo

Nesta secção falamos do Livro dos livros – a Bíblia.

«No entanto, a fé cristã não é uma “religião do Livro”.

O Cristianismo é a religião da “Palavra” de Deus;

“não duma palavra escrita e muda,

mas do Verbo encarnado e vivo” (S. Bernardo).

Para que não sejam letra morta, é preciso que Cristo,

Palavra eterna do Deus vivo, pelo Espírito Santo,

nos “abra o espírito à inteligência das Escrituras”

(Lc 24,45).»

Estas palavras são do Catecismo da Igreja Católica (Gráfica de Coimbra, 1993, nº 108). Com elas, quero sublinhar o Cristocentrismo da Bíblia. Ou seja: Cristo está no centro da Bíblia e constitui a sua essência ou miolo da sua mensagem.  Cristo está no centro da Bíblia, como está no centro do Tempo. O Tempo, dividimo-lo em antes e depois de Cristo; a Bíblia, em Antigo e Novo Testamento, ou seja: o que aconteceu e foi revelado até Jesus Cristo e a partir de Jesus Cristo, respectivamente. Cristo é, também, o centro da mensagem da Bíblia; ou, como diz a Dei Verbum, do Vaticano II, «é simultaneamente o mediador e a plenitude de toda a revelação» (nº 2).

De facto, depois de ter preparado, «através dos séculos, o caminho ao Evangelho» (nº 3), Deus envia o seu Filho que «consuma a obra da salvação que o Pai lhe confiou, [...] completa e confirma com o seu testemunho divino que verdadeiramente Deus está connosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e nos ressuscitar para a vida eterna. Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e não mais se deve esperar nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo» (nº 4).

Jesus Cristo foi a “primeira escolha” de Deus

no seu plano de salvação da humanidade

Deus, desde o princípio, quando pensou revelar-nos a sua vontade e accionar o seu projecto de salvação, já previu fazê-lo em Cristo e por Cristo; Cristo não foi um remendo tardio que Deus pôs no seu projecto inicial frustrado pelos “primeiros pais”. Mas, até à vinda de Cristo e à sua morte na cruz “por nós e por todos, para remissão dos pecados”, Deus “adaptou-se” à capacidade humana, “condescendeu” com os limites da nossa natureza.

Deste modo, Cristo marca toda a caminhada do Antigo Testamento na esperança do Messias e marca toda a vida dos cristãos em Cristo até que Ele venha de novo no fim dos tempos; desde o “proto-Evangelho” de Génesis 3,15 (em que aparece de forma velada sob a descendência da mulher que há-de esmagar a descendência da serpente), até ao “Vem, Senhor Jesus” do Apocalipse 22,20. Ou seja, do primeiro livro ao último.

Nessa revelação, umas vezes Deus “falou” por figuras; outras vezes, por meio de palavras; outras, por meio de pessoas. O autor da Carta aos Hebreus tem isso em conta, quando diz: «Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho» (Heb 1,1-2). E Paulo faz esta leitura cristológica de toda a Bíblia, juntando Antigo Testamento, Novo Testamento e tempo da Igreja:

«a Lei tornou-se nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela . Uma vez, porém, chegado o tempo da fé, já não estamos sob o domínio do pedagogo. É que todos vós sois filhos de Deus em Cristo Jesus, mediante a fé; pois todos os que fostes baptizados em Cristo, revestistes-vos de Cristo mediante a fé. Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus. E se sois de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.» (Gl 3,24-27)

Cristo, ontem e hoje

No início da Vigília Pascal, o sacerdote vai marcar o sinal da cruz e a primeira e última letra do alfabeto grego no Círio novo, e dizer: “Cristo, ontem e hoje, Princípio e fim, Alfa e Ómega.” Aqui estamos nós, cristãos de hoje, chamados a aceitar o Cristo de ontem e de sempre como único Mestre, e a viver o segredo que tornava os seus ensinamentos superiores aos de todos “mestres” de Israel: a unidade entre aquilo que Ele dizia, aquilo que Ele fazia e aquilo que Ele era. Para isso, duas coisas são precisas:

Aprender a lição da sua vida. Não apenas saber e repetir as suas palavras. Na Exortação apostólica sobre a Catequese para hoje, (Catechesi Tradendae, 1978), João Paulo II diz que «toda a vida de cristo foi um ensinar contínuo: os seus silêncios, os seus milagres, os seus gestos, a sua oração, o seu amor pelas pessoas, a sua predilecção pelos pequeninos e pelos pobres, a aceitação do sacrifício total na cruz pela redenção do mundo e a sua ressurreição, são o actuar-se da sua palavra e o realizar-se da sua revelação. De modo que, para os cristãos, o Crucifixo é uma das imagens mais sublimes e mais populares do Jesus que ensina.» (nº 9)

Fazer uma Catequese cristocêntrica. Quer isto dizer «que na catequese é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado – e tudo o mais em relação com Ele; e que somente Cristo ensina. Qualquer outro que ensine, fá-lo na medida em que é seu porta-vos, permitindo a Cristo ensinar pela sua boca. A preocupação constante de todo o catequista, seja qual for o nível das suas responsabilidades na Igreja, deve ser a de fazer passar, através do seu ensino e do seu modo de comportar-se, a doutrina e a vida de Jesus Cristo. Que frequente e assíduo contacto com a Palavra de Deus transmitida pelo Magistério da Igreja, que familiaridade profunda com Cristo e com o Pai, que espírito de oração e que desprendimento de si mesmo deve ter um catequista, para poder dizer: A minha doutrina não é minha!» (idem, nº 6)

SÓ OU EM GRUPO

:: Localizar no Evangelho, ler e aplicar à vida os textos onde se fala dos vários modos como Jesus ensinou, segundo as palavras do Papa citadas neste artigo: silêncios, milagres, oração, etc.

frei Lopes Morgado

 

 
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