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Encontro com a Bíblia

Frei Inácio de Vegas, "Menos palavras dos homens e mais Palavra de Deus"

"Menos palavras dos homens

e mais Palavra de Deus"

Era este o slogan de frei Inácio de Vegas, um capuchinho espanhol que fundou a revista “Bíblica” e a “Difusora Bíblica” em 25 de Fevereiro de 1955, na cidade de Beja.

Frei Inácio de Vegas, (1904-2002) em 1954

 

Frei Inácio de Vegas

(1904-2002) em 1954


Não peço desculpa de vir falar dele nesta coluna dedicada à Bíblia. E faço-o, como no ano passado, por esta altura, falei de “Ser Profeta, hoje” (Revista Stella, nº 609, pág. 14): porque ele foi/é um profeta do nosso tempo. Atrevo-me a dizer que foi o maior apóstolo da Bíblia na segunda metade do século XX.

O frei Inácio nasceu em Vegas del Condado, distrito e diocese de Leão, na Espanha, a 19 de Setembro de 1904, e faleceu em Madrid a 25 de Agosto de 2002. Entre as duas datas, 98 anos de amor apaixonado pelo Deus da Palavra e de plena dedicação à Palavra de Deus.

O “gosto bíblico”, 8º dom do  Espírito Santo

E tudo começou com o livro Evangelhos em Concordância, que um seu tio sacerdote lhe ofereceu ao iniciar o curso de Teologia: «Nesse Evangelho – dizia-me ele numa entrevista, em 1992 – eu encontrava mais luz e vida do que no livro que um seminarista lia no púlpito, durante as refeições. Já ali o Espírito Santo começou a actuar, sem mais interrupções, completando-se o meu “gosto bíblico” durante o Noviciado e sobretudo no Seminário de Teologia [já nos Capuchinhos]. A este “gosto bíblico” eu chamo 8º dom do Espírito Santo. Nasce do Evangelho e ajuda a aprofundar no conhecimento e vivência dos Livros Santos, e por isso no conhecimento e imitação de Cristo.»

Ordenado sacerdote em 1934, em 1936 veio para Portugal, onde permaneceu até 1966. Em 1951, talvez influenciado por aquele que seu tio lhe havia oferecido, editava o primeiro dos seus cerca de 20 livros: Concordância dos Evangelhos. Jesus meu Caminho, Verdade e Vida. Mas foi sobretudo a partir de 25 de Fevereiro de 1955 que ele se dedicou, de forma permanente, ao apostolado bíblico. Com um duplo objectivo: editar os Livros Santos a preço módico, através da DIFUSORA BÍBLICA (culminando na edição da Bíblia Sagrada completa em Dezembro de 1964), e explicar o seu uso e a sua mensagem – para melhor conhecer e seguir Jesus Cristo, «Caminho, Verdade e Vida» – através da revista BÍBLICA e dos Colóquios Bíblicos.

«Este método dos Colóquios Bíblicos é não só importante, mas necessário, como método de iniciar as almas na leitura e meditação da Bíblia; não basta editar e difundir as edições, torna-se necessário criar o gosto bíblico» – escrevia ele de Lamego, em 1963, a frei Francisco da Mata Mourisca, então seu Superior e desde Março de 1967 bispo do Uíje, em Angola.

“A Bíblia era a sua casa”

Ao voltar para Espanha, foi-lhe confiada a DIFUSORA BÍBLICA, em Madrid, que ele fundara em 17 de Setembro de 1964. Mas, em 1967, já partia para a América Latina, onde visitou todos os países até Julho de 1969. Para lá voltou em 1976, só regressando definitivamente em 1994, após ter fundado em 1986, no México, a DIFUSORA BÍBLICA e a revista “Orientação Bíblica”, e ter estado no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá.

No ano 2000 fez a última visita a Portugal, passando por todas as nossas Fraternidades, informando-se do Movimento Bíblico e incitando-nos a lançar as redes sempre “mais ao largo”. Mas, a sua última acção de rua foi apenas uma semana antes de “partir”, em Salamanca: sentado num canto da Praça Maior, distribuía aos transeuntes exemplares dos Evangelhos… E a última palavra, aos médicos e colegas, a mesma exortação que nos dirigiu aqui: “Firmes na fé!”

No seu funeral, bem pôde dizer o frei Domingo Montero, biblista e Provincial dos Capuchinhos de Castela: «No padre Inácio havia um rasgo ainda mais importante que o da sua actividade bíblica: era o da sua espiritualidade bíblica. Ele não era só o difusor da Bíblia; a Bíblia era a sua casa: vivia a Palavra e na Palavra. Antes de meter a Bíblia na sua mochila para sair à rua, tinha-a metido no seu coração numa oração profunda e prolongada.»

Partiu no dia em que dava início, em Fátima, a XXV Semana Bíblica Nacional. A I fora organizada por ele em 1956; mas a iniciativa só foi retomada, sem mais interrupções, em 1979, ao cumprirem-se 25 anos sobre aquela fundação. Em Agosto passado, na XXVII, foi encerrada oficialmente a celebração dos 100 anos do fundador e aberta a dos 50 anos da fundação. A Palavra e a Vida continuam.

O frei Inácio gostaria de ter fundado também as “Mensageiras do Evangelho” – religiosas que, após formação adequada, se dedicassem a tempo inteiro ao apostolado bíblico, por um período de tempo a acordar entre a Superiora do seu Instituto e um bispo diocesano. Mas cada um de nós pode ajudá-lo a concretizar tal sonho, tornando-se, como ele, amante do Deus da Palavra e apóstolo da Palavra de Deus com a nossa vida.

Frei Lopes Morgado

 

 
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