PAZ e BEM! Bem-vindo à Página dos Frades Missionários Capuchinhos

Página Principal


São Francisco Assis


Espírito de Assis


Porciúncula


Ordem Capuchinhos


Missão em Timor


Onde Vivemos


Espaço Jovem


Música


Apontadores


 
Encontro com a Bíblia

Natal - aprender a amar com o amor gratuito de Deus

NATAL - aprender a amar

com o amor gratuito de Deus

 

Ao ler a Bíblia não procuramos apenas, ou sobretudo,

conhecer as palavras e a cultura de um ou vários escritores, ainda que lhes chamemos “escritores sagrados”.

Pretendemos entrar na intimidade de Quem os inspirou

e moveu a escrever aquilo, e que hoje nos convida a entrar em comunhão com Ele através dessa leitura meditada.

Em última análise, procuramos a comunhão com a própria Pessoa de Jesus Cristo – a Palavra que Deus Pai falou desde toda a eternidade, no Espírito Santo, mas que se fez Deus visível, audível e palpável ao encarnar no seio de Maria (Jo 1,14; Cl 1,15). Foi a este Senhor que os Apóstolos anunciaram, no Novo Testamento; mas era para Ele que o Pai orientava, desde o princípio, toda a criação e é nele que tudo será recapitulado e entregue ao Pai, no fim dos tempos:

«Tudo é vosso.

Mas vós sois de Cristo

e Cristo é de Deus.» (1 Cor 33,23)

 

 

O Natal, Festa-escola do amor

No Natal celebramos o amor gratuito do nosso Deus, que é Trindade; e, à luz dele, aprendemos a amar-nos como filhos de Deus.

«E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.

Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.» (1 Jo 4,9-11)

Com isto, está tudo dito acerca do Mistério do Natal, no que se refere a Deus e ao próximo. Mas parece-me importante compará-lo com outro texto paralelo do Novo Testamento, que vem reforçar a sua mensagem e sublinhá-la ainda mais na linha da gratuidade e da misericórdia de Deus-Pai para connosco, ao mesmo tempo que põe mais em relevo a acção do Espírito Santo, tornando assim mais claro que a nossa salvação é obra conjunta do amor das três Pessoas da Santíssima Trindade (permito-me destacá-las, em maiúsculas). Não é por acaso que proclamamos este texto como Segunda Leitura, todos os anos, na Missa da Noite de Natal:

«Quando se manifestou a bondade de DEUS, nosso

Salvador, e o seu amor para com os homens, Ele

salvou-nos, não em virtude de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas da sua misericórdia, mediante um novo nascimento e renovação do

ESPÍRITO SANTO, que Ele derramou abundantemente sobre nós por JESUS CRISTO, nosso Salvador.»

(Tt 3,4-6)

 

 

Sem Páscoa, não haveria Natal

Nos textos anteriores, os Apóstolos João e Paulo fazem a leitura teológica do que São Lucas apresenta como acontecimento no texto do Evangelho lido, também, todos os anos pelo Natal (ver Lc 2,1-14). E o que se destaca nesses textos é que eles não se perdem com pormenores acerca do nascimento e Jesus (subentendido na palavra “manifestação”), mas falam-nos do efeito fundamental e último da sua Encarnação: fomos salvos pela sua morte. Por isso lhe chamam “nosso Salvador”.

Dir-se-á que, em São Lucas, o anjo já tinha anunciado aos pastores, no Evangelho da Missa da Meia-Noite:

«Hoje, na cidade de David,

nasceu-vos um Salvador,

que é o Messias Senhor.» (Lc 2,11)

Claro que isso está em São Lucas. Não podemos é esquecer que o Evangelho de São Lucas foi escrito depois da Carta de São Paulo a Tito; e que o próprio Lucas não começou a escrever o Evangelho pela narrativa da infância de Jesus, mas pelo núcleo da sua Paixão-Morte-Ressurreição.

Ou seja: o anjo diz aos pastores que aquele menino será o Salvador de todo o povo, porque um anjo, no Calvário, tinha dito à comunidade apostólica, de quem Lucas recebeu a Boa-Nova dos seus dois livros:

«Buscais a Jesus de Nazaré, o Crucificado?

Ressuscitou; não está aqui.» (Mc 16,6)

Mais concretamente: foi a ressurreição que levou a primeira comunidade cristã, por mediação de Paulo, a ver e aceitar Jesus de Nazaré, nascido trinta e tal anos antes em Belém, como Filho de Deus, Salvador e Senhor. A narrativa da infância – que, aliás, só encontramos nos Evangelhos de Lucas e de Mateus – é um corolário ou conclusão do Evangelho e não uma introdução. Com ela, os dois evangelistas pretendem dizer, com efeitos retroactivos: este Menino foi aquele Homem que o centurião, no Calvário, reconheceu como «Filho de Deus» (ver Mc 15,39; Mt 27,54) e a quem Paulo confessava, com a comunidade de Filipos onde começou a evangelização da Europa: «Jesus Cristo é o Senhor!» (Fl 2,11)

frei Lopes Morgado

 

 
Página Principal | Capuchinhos em Portugal | Contactos | Ficha Técnica | Sugestões

© 2007 Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)