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Encontro com a Bíblia

A Sabedoria da Vida

Uma das grandes estantes em que está

organizada a Biblioteca da Bíblia

é a dos livros SAPIENCIAIS.

A do Antigo Testamento é preenchida com os livros

seguintes: Job, Salmos, Provérbios, Eclesiastes,

Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Ben Sira

(ou Eclesiástico).

SAPIENCIAL vem do latim sapientia, donde nasce a palavra portuguesa sabedoria. Mas, nestes livros da Bíblia, ao falar de sabedoria não falamos da esperteza nata de uma pessoa, nem da sua erudição ou cultura geral, nem da sua formação académica superior. Referimo-nos, mais, àquela Sabedoria que é um dos sete dons do Espírito Santo.

Esta Sabedoria já não deriva apenas de sapientia, mas também de sapor, saporis: sabor. E consiste na sensibilidade ou capacidade para encontrar e apreciar as coisas boas e fundamentais da vida, ver para além do imediato, contemplar o Criador na Criação, buscar o sentido profundo da realidade, relacionar acontecimentos numa História de Salvação, ler os chamados sinais dos tempos à luz da fé num Deus transcendente mas muito próximo da nossa vida. É também e sobretudo com base nesta Sabedoria, que alguns santos – como Santa Teresa do Menino Jesus – são proclamados Doutor ou Doutora da Igreja.

Os dois caminhos

Para estes meses de maior contacto com a Natureza e com a vida concreta das pessoas ou do mundo, sugiro aos leitores que levem a Bíblia consigo e “partem” à descoberta destes Livros e da Sabedoria que eles encerram.

Como exemplo, e embora já tenha falado aqui dos Salmos em geral, escolho o Salmo 1, intitulado Os dois caminhos, que «pertence ao género sapiencial e constitui uma espécie de meditação introdutória a todo o livro» (BÍBLIA da Difusora Bíblica, p. 841).

Proponho uma leitura meditativa e orante do texto, em quatro momentos complementares:

1. Rezar o texto do salmo 1, da Bíblia.

2. Rezar a minha paráfrase-reflexão do salmo (em grupo, o dístico final pode servir de refrão após cada um dos anteriores); silêncio.

3. Rezar de novo o texto da Bíblia.

4. Escrever a sua própria oração ou paráfrase.

O Salmo 1, da Bíblia (ver Pr 4,10-19; Jr 17,5-8)

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,

   nem se detém no caminho dos pecadores,

   nem toma parte na reunião dos libertinos;

2 antes põe o seu enlevo na lei do Senhor

   e nela medita dia e noite.

3 É como a árvore plantada

   à beira da água corrente:

   dá fruto na estação própria

   e a sua folhagem não murcha;

   em tudo o que faz é bem sucedido.

4 Mas os ímpios não são assim!

   São como a palha que o vento leva.

5 Por isso, os ímpios não resistirão no julgamento,

   nem os pecadores, na assembleia dos justos.

6 O Senhor conhece o caminho dos justos,

    mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.

A minha paráfrase: Feliz...

Feliz de quem não ouve os pecadores

nem pára a contemplar as suas obras:

Feliz de quem não sente emulação

ao ver como prosperam os corruptos:

Feliz de quem não segue por caminhos

que levam à desgraça para sempre:

Feliz de quem não ouve os maus conselhos

nem segue os maus exemplos dos insanos:

Feliz de quem não sai com libertinos

rondando pelos antros da violência:

Feliz de quem em Deus põe seu enlevo

e vive a sua Lei com lealdade:

Qual árvore plantada junto ao rio,

Terá sempre folhagem, flor e fruto.*

* Num grupo, o Salmo pode ser recitado por um Solista,

servindo este dístico final de resposta a cada um os outros.

frei Lopes Morgado

 

 
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