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Amanhã será diferente

 

 

Amanhã será diferente

 

 

 

CIDADES VAZIAS

 

Esta estrada está vazia. Tem estado vazia durante muitos dias.

Só alguns mais atrevidos (corajosos?) andam por aqui e eu, sabe Deus, com que cuidados cá cheguei para tirar a fotografia.

Esta estrada muda

representa o vazio que, neste momento, há nos timorenses:

vazio de caminhos, vazio do estômago, vazio das casas, sobretudo vazio de esperança e de certezas.

Caminhos de sofrimento, os timorenses já os experimentaram todos.

Era tempo agora de começarem a avistar os caminhos da nova era:

os da liberdade, do progresso e da paz.

Mas nós acreditamos que amanhã

esta rua vai encher-se novamente de crianças, de trabalhadores e de vida.

 

Em tempos de paz, esta é uma das ruas mais movimentadas de Díli; agora, como muitas outras, está deserta

 

 

 

CAMINHOS FECHADOS

 

Se os caminhos estão vazios é porque alguém lhes fechou a entrada.

Estes dois contentores foram colocados numa das ruas principais de Dili para ninguém passar por ali.

Mas há outras maneiras de fechar os caminhos:

o medo, o boato, a violência, discriminação, o racismo, a ambição de poder…

A fé cristã que alimentou o povo timorense durante tantos anos e encorajou os que lutaram pela conquista da sua identidade nacional,

vai ajudar a desimpedir as suas estradas de todas as barreiras à justiça e à liberdade.

“Não fecheis os vossos corações”.

Só os corações abertos podem abrir os caminhos.

 

 Estrada bloqueda com contentores

 

 

 

POMBAS ENVENENADAS

 

“O nosso auxílio vem do Senhor”. Por isso erguemos os olhos ao céu.

Mas não para ver este helicóptero, qual pomba de paz envenena de guerra.

Apesar destes coqueiros de braços levantados e do céu azul que o envolvem,

dentro tem bombas e homens armados que impedem as crianças de dormir.

O nosso olhar vai para além de todos os aparelhos e sinais de violência e de morte,

vai para além das nuvens e do fumo,

para além das palavras, das promessas e das políticas.

Mas os céus de Timor vão voltar a encher-se de pombas da paz

e, amanhã, o sol nascente vai despertar para trazer a todos um dia diferente.

 

Em vez de pombas, vêm helicopteros de guerra

 

 

Frei Manuel Rito Dias,

Díli, 6 de Junho de 2006

 

 
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