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Para além da guerra

 

 

Para além da guerra

 

 

Nem todos fugiram, nem todos morreram, nem todos perderam a esperança. Agora que a fase dura dos conflitos parece ter passado, muitas perguntas se impõem à volta dos que acordámos vivos:

 

Estão esquecidas as divisões entre Lorosae (os do Leste) e Loromonu (os de Oeste)?

A fase alcançada pelo fim dos conflitos satisfaz os militares contestatários?

Quando regressarão à cidade os que dela saíram?

Quando voltarão a suas casas os que vivem deslocados em centros da Igreja e outros?

O novo governo que tomou posse, terá todos os apoios da sociedade civil?

O regresso da ONU vai resolver?

Qual o papel da Igreja? De contestatária ao governo anterior, que atitude vai tomar diante dos novos senhores do país.

 

Crianças brincam na praia em Díli

 

Há novo Governo. Depois  do episódio dos militares “peticionários”, depois da convulsão divisionária Lorosae-Loromonu, depois do conflito sobre Dili, depois das manifestações em frente ao Palácio do Governo… Ramos Horta tomou posse como Primeiro-Ministro de um novo Governo do país.

 

Se o êxito de um governo dependesse apenas de um governante, podíamos dizer que o futuro de Timor estava garantido, pois o novo Primeiro-Ministro tem o consenso geral da população, dos partidos e do Presidente. Mas ele é apenas o primeiro de muitos outros ministros e responsáveis pelo destino desta nação. Por isso, muita coisa há para ver nos próximos dias.

 

O Seminário Diocesano realizou os exames finais. Deve ser a única instituição escolar que conseguiu atingir todos os objectivos do Ano lectivo, apesar de ter os espaços totalmente ocupados por refugiados. Nestas precárias condições, no dia 29 celebraram a festa dos padroeiros, São Pedro e São Paulo, através de uma missa solene e de um almoço. A estes actos associaram-se os milhares de populares, refugiados naquelas instalações.

 

Sala de aulas no Seminário Diocesano em Díli

 

Capuchinhos de Timor na PACC. Ficámos a saber que pertencemos à “Conferência dos Capuchinhos Pacífico-Ásia” (PACC). Recebemos do Japão uma carta enviada por Roland Daigle, ministro daquela Custódia e presidente da PACC a informar-nos que “descobriram” a nossa presença nestas áreas austroasiáticas e por isso temos direito a participar nas actividades previstas para esta Conferência. Nesse sentido convida-nos a participar na próxima reunião ordinária em Auckland, na Nova Zelândia, em Março de 2007.

 

Laleia segue com as obras. A ampliação da casa tendo em vista a formação dos nossos jovens está em bom andamento. Depois dos alicerces, paredes, rede eléctrica, está em vias de conclusão a cobertura. Trata-se de uma obra anexa à paróquia mas que vai estar ao serviço da formação dos aspirantes à vida capuchinha.

 

A Igreja assiste os refugiados. Os grandes centros de acolhimento aos refugiados, em Dili, estão à volta das instituições da Igreja Católica. Calcula-se que haja cerca de 10 mil deslocados no Centro Salesiano de Comoro, 15 mil nas diversas escolas das Irmãs Canossianas e 7 mil nos dois seminários diocesanos, 1200 no paço episcopal e vários milhares nas paróquias da cidade. Assistir a estes deslocados tem sido a grande tarefa da Igreja, nesta hora de Timor. O Estado e as Nações Unidas fornecem a alimentação básica, mas o verdadeiro acolhimento, assistência, higiene e, sobretudo, o acompanhamento humano, fraterno e psicológico nas muitas dificuldades que vão aparecendo, estão a cargo dos padres, das irmãs, catequistas e outros leigos voluntários para um serviço que só a caridade cristã fornece.

 

Menina num dos centros de acolhimento aos refugiados, em Dili

 

Estação de serviço: Frei Rito precisa de ir a Portugal a fim de fazer manutenção à saúde. É uma viagem que não estava prevista. O frade menor obedece aos seus superiores e também aos seus médicos. Só por isso ele vai a Portugal, esperando, diz ele, voltar nos finais de Setembro. Frei Rito chegou a Timor a 30 de Setembro do ano passado. Esteve primeiro em Laleia e, em Fevereiro do corrente ano, passou para Dili como guardião da nova fraternidade constituída por dois irmãos portugueses, um brasileiro e os seis primeiros postulantes timorenses.

 

Frei Manuel Rito Dias,

Díli, 26 de Julho de 2006

 

 
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