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Loron ida ne'e - 2007

 

 

Loron ida ne'e - 2007

 

Crónica de um dia de Páscoa, com oitava eleitoral.

 

 

Esse dia pode ter começado a 25 de Março, a 15 quilómetros de Dili,

em Tibar, lugar bucólico, cheio de belezas naturais, com bons motivos para ali realizarem um dia de retiro os três freis e os cinco postulantes.

 

O “Dia” de Páscoa continuou quando frei Rito

entrou no Nakroma, rumo a Padiae, no enclave do Oe-Cusse. Ali esteve durante 15 dias a ajudar a preparar a Páscoa em diversas comunidades, e a celebra-la com o povo, apoiado pelas Irmãs Franciscanas da Divina Providência e a coordenação pastoral do Pároco.

 

A Semana Santa foi vivida à boa maneira dos timorenses, com grandes filas de confissões em todas as igrejas e a participação, em multidão, nas celebrações do Tríduo Pascal.

 

Via Sacra no Oe-kusse

 

Enquanto, em Laleia,

Frei Fernando e Mário organizavam as celebrações, ilustradas com uma representação cénica da Paixão de Cristo,

Frei José Luís subia às montanhas de Hatukarau para, com as populações do interior, celebrar a Páscoa e fazer a Visita Pascal de casa em casa,

Frei Pedro participava na procissão de Ramos e demais celebrações de Páscoa na paróquia de Motael e

Frei Hermano Filipe rumava até Laleia, para ajudar o pároco e orientar um retiro (em tétum) a casais daquela comunidade.

 

A preparação da Páscoa é seguida pelos

candidatos a Presidente nos vários sukos e cidades com suas campanhas, mais ou menos pacíficas. Enquanto os “amos” párocos propunham a mudança de vida através da conversão, os políticos prometiam-na no voto que pediam. Ainda bem que, na primeira volta, todos interromperam a campanha durante o Tríduo Pascal, uns por convicção cristã, outros arrastados por aqueles, ou por mero oportunismo.

 

Entretanto, a Quaresma traz-nos também outras penitências adicionais que não estavam previstas nos programas paroquiais:

Uma avaria eléctrica de grandes dimensões põe em perigo a casa da fraternidade, em Dili.

O Augusto, um dos nossos postulantes cai gravemente doente, sendo internado no hospital com malária cerebral.

O telemóvel de Frei Rito é roubado na casa paroquial de Oe-Cusse enquanto este estava a confessar na igreja.

 

No dia a seguir à Páscoa, lá estivemos na Escola Primária de Padiae para observar as filas dos votantes e ouvir os comentários dos populares, por exemplo, o daquele katuas (idoso) que, candidamente, desabafa: “eu votei naquele que está ao lado do “Amo Bispo” alusão a um cartaz que tinha Ramos Horta ao lado do Bispo Alberto Ricardo.

 

Começou a campanha para a segunda volta, com

Ramos Horta e Francisco Guterres. Qual deles seria bem-vindo, aos olhos da Igreja timorense? Oficialmente nada aparece, embora, na circular de esclarecimento, os dois bispos tenham dito que não convém um presidente com apenas a 4ª classe, aludindo assim a um dos candidatos.

 

APENDICES:

1. Sábado Santo, no distrito em que se fala Baiqueno, frei Rito fez pela primeira vez a homilia totalmente em tétum, a língua oficial do país. Apoiado por um postulante, por algumas frases feitas, algumas colagens, e outros artifícios saudáveis da pastoral aplicada, parece ter-se feito entender no essencial.

 

2. Aviso insólito, no Domingo de Páscoa, na igreja paroquial do Oe-Cusse: roubaram o telemóvel do “Amo Frei”. Moe barak ba povu Eu-Cusse!, dizia o frater Carlos.

 

Frei Manuel Rito Dias,

Díli, 26 de Abril de 2007

 

 
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