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Os sete dons de Tíbar

 

 

Os sete dons de Tíbar

 

Hoje fomos à praia. Além de ser domingo, o Florindo faz anos.

Como em Timor-Leste o mar está disponível para o banho todos os dias do ano, aproveitamos sempre que possível, já que em Tibar temos connosco o verdadeiro Tassi Feto, ou seja, o mar da ternura e da tranquilidade perenes. Cheio de cor e de peixe, só faltam os turistas e os pescadores.

 

"O que era antigo, passou” desde o dia um de Janeiro. Quero dizer, Motael e toda a cidade de Dili ficou para trás, com seus sete pecados capitais: confusão, promiscuidade, maus cheiros, mau trânsito, calor, velocidade e preços altos.  

 

Tibar aparece como a nova Terra Prometida. Como na Bíblia, também aqui: o que Deus promete, dá. Há muito que Tibar nos foi prometido. A tenda foi levantada e já a habitamos. Ali encontrámos os Sete Dons de Tibar: silêncio, mar, paz, crianças, noite, libertação, floresta. Durante o dia ouvimos as rolas e os manu-metan, à noite os grilos e os tokees.

 

Casa em Tíbar

 

A casa é pequena, sem tapetes e com muito sol. Tem três espaços principais: a capela, onde habitualmente participam na Eucaristia cerca de 50 pessoas de três comunidades franciscanas, o refeitório onde nunca falta o arroz e a sala de estudo, com biblioteca, 3 enciclopédias, 2 computadores e uma campaínha para a chamada ao encontro.

 

Depois da planta da casa, houve já outras plantações: Neste espaço de 15000 m2, além do triângulo florestal dos Provinciais com as árvores da Solidariedade, da Vocação e da Fraternidade, surgiu já o Canto das Bananeiras, o Pátio das Mangueiras, o Polígono das Tangerinas, o Túnel dos Maracujás, a Avenida das Papaias, o Campo das Ai-atas, o Lugar dos Abacates, a Praça das Palmeiras, a Rua das Goiabas e a Mata do Café.

Na zona destinada à horta, já se vê o repolho, o ananás, o cancu, o tomate, a mandioca, o ai-manas, a mostarda, o milho, a cenoura, a couve e o feijão.

Colocadas aleatoriamente está ainda uma grande variedade de plantas, de diversas origens, como: cedro, acácia, hahi, coqueiro, ai-cami, cravinho, canela, buganvília, ai-teka, baunilha e mogno.

Ainda ficou lugar para um campo de jogos e uma pista de manutenção.

Tudo à volta do Poço do Encontro.

 

Postulantes na varanda da nova casa em Tíbar

 

Durante a pausa pedagógica de uma semana, os postulantes estiveram em Remexio para um retiro de 2 dias na residência das Irmãs Dominicanas.

Aproveitámos a mesma paragem académica para subir a serra de Laulara e desce-la por Railako. Passámos por Aileu, a 30 quilómetros de Dili. No regresso, café, nevoeiro, montanhas e caminhos péssimos foram os ingredientes indispensáveis para um turismo rural neste interior da Ilha.

 

No mesmo percurso, visitámos a Quinta de Portugal, complexo agrícola de apoio ao desenvolvimento rural de Timor-Leste. Naqueles 80 hectares de colinas, rios, campos e várzeas, encontrámos muitas cores e cheiros de Portugal. Milhares de sacos guardam milhares de pequenas plantas em grandes extensões de viveiros, devidamente seleccionadas e identificadas para serem depois replantadas ali mesmo ou oferecidas a quem as requisitar e levar para qualquer zona do país. No regresso, por Railako-Leten, o pai do postulante Diniz ofereceu-nos feijão fresco, chuchu e mandioca.

 

Entretanto, chegam-nos boas notícias de Portugal quanto ao futuro da Missão de Timor, que esperamos ver realizadas.

 

Em nome de Cristo e seu servo Francisco.

 

 

 

Frei Manuel Rito Dias

Tibar / Timor-Leste

 

10.03.2009

 

 
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